Economia

‘Querem subsídios’, diz Bolsonaro sobre saída da Ford do Brasil


O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em conversa com apoiadores nesta terça-feira, 12, que a Ford faltou com a verdade sobre a decisão de fechar as fábricas no Brasil e que queria subsídios para continuar produzindo veículos no país. “A empresa não fala que em novembro nós criamos 414 mil empregos. Estamos perdendo 5.000 empregos agora, lamento. Mas o que a Ford quer? Faltou a Ford dizer a verdade. Querem subsídios. Vocês querem que continue dando 20 bilhões [de reais] para eles como fizeram nos últimos anos? Dinheiro de vocês, impostos de vocês, para fabricar carro aqui? Não. Perdeu a concorrência, lamento”, disse.

Em seu comunicado, a Ford afirmou que a decisão faz parte de uma reestruturação global e ressaltou que a pandemia do novo coronavírus “ampliou a persistente capacidade ociosa da indústria e a redução das vendas, resultando em anos de perdas significativas”. “A Ford está presente há mais de um século na América do Sul e no Brasil e sabemos que essas são ações muito difíceis, mas necessárias, para a criação de um negócio saudável e sustentável. Estamos mudando para um modelo de negócios ágil e enxuto ao encerrar a produção no Brasil, atendendo nossos consumidores com alguns dos produtos mais empolgantes do nosso portfólio global. Vamos também acelerar a disponibilidade dos benefícios trazidos pela conectividade, eletrificação e tecnologias autônomas suprindo, de forma eficaz, a necessidade de veículos ambientalmente mais eficientes e seguros no futuro”, afirmou Jim Farley, presidente e CEO da Ford.

Também nesta terça-feira, o vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que os argumentos da montadora para deixar o Brasil “são meio fracos” e que a empresa ganhou muito dinheiro no país. “A Ford ganhou bastante dinheiro aqui no Brasil, recebeu incentivos, então poderia ter esperado aí, né? A gente entende que no mundo inteiro a empresa está passando por problemas, a indústria automobilística está passando por problemas, está havendo uma mudança. Mas eu acho que nosso mercado tem plenas condições de assimilar, a partir do momento que se retomar a economia de uma forma normal. Aí vai fabricar na Argentina? Acho que os argumentos que ela colocou são meio fracos”, disse Mourão.


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