Descaso

MPF denuncia nove pessoas e duas empresas por invasão e loteamento de terras indígenas em RO


Nove pessoas e duas empresas foram denunciadas por invasão e loteamento de áreas na terra indígena Karipuna em Rondônia. Segundo a denúncia, feita pelo Ministério Público Federal (MPF-RO), foi apurado que os suspeitos ainda tinham envolvimento com organização criminosa, estelionato, desmatamento sem autorização e lavagem de dinheiro.

Investigações realizadas na área, localizada no distrito de União Bandeirantes (RO), em Porto Velho, apontam que uma associação de produtores rurais foi criada na região com o objetivo de lotear terras para ocupação humana, utilizando uma empresa de georreferenciamento para parcelamento dos lotes, com demarcação das divisas. A associação, então, vendia os terrenos com a promessa de regularização.

Segundo o MPF-RO, os trabalhos de investigação tiveram início depois que três homens foram presos na terra indígena realizando a construção irregular de um imóvel. Outras pessoas também foram flagradas construindo na área que pertence à União e informaram que haviam comprado a terra por cerca de R$ 9,5 mil através de pessoas ligadas à associação de produtores rurais investigada. Alguns invasores chegaram a ser vistos abrindo estradas na mata.

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MPF denuncia nove pessoas e duas empresas por invasão e loteamento de terras indígenas em RO

A Polícia Federal elaborou um laudo pericial onde consta que grandes áreas de vegetação nativa desmatadas na terra Karipuna eram utilizadas não apenas para moradia, como também para a agropecuária.

De acordo com dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), entre os anos de 2017 e 2018 foram desmatados na área indígena mais de 4,1 mil hectares, com uma avaliação financeira de dano ambiental calculada em mais de R$ 22 milhões.

Após análise de documentos apreendidos durante uma operação, foi verificado que o líder da organização criminosa também aplicava golpes em outras regiões do estado como: Rio Pardo, Nova Mamoré, Ouro Preto do Oeste e na Floresta Nacional do Bom Futuro.

Foram denunciados seis homens e três mulheres, além da associação de produtores rurais e a empresa de georreferenciamento. A ação penal deve ser julgada na Justiça Federal de Porto Velho.

📰 Fonte: G1


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