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Nem bola, nem vuvuzela, muito menos jogador de futebol, a atração na manhã (20) na Praça do Papa, Região Centro-Sul da capital, foi o Fusca. Mais de 50 veículos se concentraram na região durante a 3ª Edição do Encontro do Clube do Fusca Belo Horizonte, em homenagem ao dia mundial do fusca comemorado no próximo dia 22. Modelos originais das décadas de 60 e 70, fizeram sucesso entre os colecionadores, crianças e os desportistas que por lá passaram. Por volta das 10 horas, eles desceram em carreata até a Avenida Prudente de Morais para se juntarem a Rua de Lazer do Sesc, com sorteio de brindes. O comerciante Rogério Sebastião França, 44, teve um motivo especial para comemorar: Neste sábado (19), ele conseguiu a aprovação para colocar placa preta no seu fusca de 1978. O carro foi aprovado com 94% dos intens originais. - Dos 23 carros que já tive na minha vida, oito foram fuscas. O primeiro, eu troquei uma vaca que tinha pelo veículo. A mulher, Karla Sampaio, 40 anos, e a filha Maria Clara Sampaio, 9 anos, também foram contagiadas e hoje são apaixonadas pelo veículo. - Já falei para o meu pai que meu primeiro carro tem que ser um fusca. O empresário Edgar Barros do Amaral, 31 anos, também comemorou pelo mesmo motivo. Seu fusca, modelo de 1967, teve aprovação para conseguir a placa preta com 88% das peças e acessórios originais. - Perdi oito pontos só por causa da poeira no motor. Consegui as peças ao longo dos anos, comprando em ferro velho de cidades por onde passava. Sua paixão pelo Fusca começou aos 9 anos quando dirigia o carro de uma das tias. "Foi o fusca dela, de 1978, que comprei quando fiz 18 anos", lembrou Amaral. O Volkswagen Sedan, conhecido popularmente no Brasil como Fusca, existe aproximadamente há 60 anos, e desde sua invenção, o "carrinho" vem apaixonando pessoas em todos os cantos do mundo. O Fusca, Beetle, Bug, Escarabajo, Coccinelle – entre tantos outros nomes – teve sua origem na Alemanha nazista de Adolf Hitler, que desejava que todos os alemães tivéssem um veículo que pudesse transportar quatro pessoas e sua bagagem, que alcançasse uma velocidade contínua de cem quilômetros por hora e que fosse acessível ao bolso do povo. Era o início de um desenvolvimento social e industrial. Foi então que o governo alemão contatou o engenheiro Ferdinand Porsche. O engenheiro teve bastante liberdade para construir os protótipos. Seu projeto teve origem no início da década de 1930 e foi desenvolvido por Porsche em sua própria garagem, em Stuttgart, na Alemanha.
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