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Conta baixa
Muitas pessoas têm reclamado da conta de energia. O que chama a
atenção é que a reclamação é
porque a conta referente ao mês de maio veio menor que a do mês
e abril. É sabido que a energia elétrica teve aumento e
todos esperavam o acréscimo na conta no final do mês. Veio
menor, mesmo com a média de consumo sendo mantida. O que se teme
é que talvez a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron)
tenha aumentado demais a conta de abril e agora, na conta referente ao
mês de maio, tenha dado um desconto.
Teatro
Demorou, mas veio. De tanto reclamarmos que Ji-Paraná, apesar de
ter um teatro no centro da cidade com praça e tudo, perdia de longe
em termo de espetáculos de boa qualidade para a vizinha Cacoal.
As reclamações foram tantas que o grupo de teatro Risoteria
traz os espetáculos Homens por Um Fio, no dia 15, e O Escritor,
no dia 16. A trupe, composta por Edimar, Alex, Edinilza, Edmilson, Júlio
e Maria Grabriel vem para apresentação única, mas
se as peças forem pelo menos metade do que o Zé Maria (correspondente
da Folha em Cacoal) diz, a temporada deve ser prolongada. As peças
recebem patrocínio da Fundação Cultural e da Gráfica
2 Irmãos. Maiores informações pelos telefones 3421-2263,
3422-8696 e pelo celular 9285-9997.
Justiça
Rápida
Terminou ontem a triagem dos casos a serem resolvidos pela Operação
justiça Rápida Itinerante. Pelo menos 200 pessoas com pendengas
judiciais devem ser beneficiadas com a operação, que se
tornou uma mão na roda para quem tem rolo com a Justiça,
mas a grana é curta para pagar advogado. A operação
acontece no dia 16, na Escola Carmem Rocha, no bairro Casa Preta.
furada
Por falar em advogados, há alguns anos, com a instalação
de institutos de ensino superior oferecendo o curso de Direito à
torta e à direita, esperava-se uma superpopulação
de advogados no Estado. Com o inchaço da oferta, esperava-se que
a tabela de preço para a contratação de um advogado
caísse, coisa que não aconteceu. Tudo porque, segundo alguns
advogados, o número de advogados formados e o número de
advogados atuando na profissão não são sequer próximos.
O motivo: a prova da OAB, que mata o “porta-de-cadeia” no
ninho. Outra possibilidade é que mesmo conseguindo tirar a carteirinha
da OAB, seja viajando ao Acre ou não, nem todos advogados se dispõem
a enfrentar a labuta, uma vez que, quem tem para pagar um curso particular,
obviamente, não faz parte das classes menos favorecidas que precisam
trabalhar para viver. De positivo, o fato de que, a maioria dos que concluíram
o curso e conseguiram tirar a OAB na raça ,é bom e vale
cada centavo que cobra.
Vôos
a rodo
Há males que vem para o bem. Nunca se encaixou tão perfeitamente
o dito popular. Não se sabe porque cargas d’água,
mas foi só falar em interditar a pista do Aeroporto José
Coleto, que a cidade vai passar de dois vôo diário para cinco,
com a vinda da empresa OceanAir. De Ji-Paraná saírão
vôos para várias partes do país e a concorrência
pode acabar barateando a passagem aérea. Que tal lançarmos
um chiste de que vão interditar a BR-364 por um ano para ver se
não “brota” um monte de empresas de ônibus com
bom serviço e preços mais acessíveis?
Pânico
nos asilos
Tem sido pouco as duas poltronas gratuitas para idosos garantidas por
lei em cada ônibus com destino a outros estados. Uma debandada de
velhinhos está sendo registrada em todas as cidades de Rondônia
desde que começou a circular a notícia de que abrirão
as portas alguns frigoríficos para a abate de cavalos velhos. Por
que será? De qualquer forma, as cidades que servirem de sede para
os frigoríficos de cavalos vão, automaticamente, receber
a alcunha de Bragança Paulista e se tornar o inferno astral de
qualquer rondoniense com mais de 60 anos.
Servem
para quê?
E ainda tem quem defenda a manutenção das unidades avançadas
no interior dos estados de certos órgãos federais. Ontem
surgiu a notícia de que uma área indígena próximo
ao município de Seringueiras havia sido invadida. Nossos repórteres
entraram em contato com o escritório da Funai em Ji-Paraná
e a única informação que passaram foi a de que não
passariam informação nenhuma, sabe-se lá o motivo.
Entramos em contato com a Funai em Brasília e o tratamento foi
totalmente diferente. Não só nossa reportagem foi prontamente
atendida como a Funai em Brasília pediu um tempinho para se informar
melhor sobre o assunto para que, em menos de 15 minutos, retornasse a
ligação e passasse toda informação necessária.
Aos
nossos leitores
A partir do próximo sábado, a Folha de Rondônia terá
formatação totalmente nova. A Coluna Ji-Paraná, assim
como as outras colunas deste Carderno, se despede hoje, depois de aproximadamente
três anos de uma parceria direta entre comunidade e editores da
Folha de Rondônia. Durante todo esse tempo, sob o comando do jornalista
Roberto Gutierrez, e depois sob o meu, Cristian Menezes, a Coluna Ji-Paraná
buscou levar informação, cultura e serviço à
comunidade, servindo como uma ponte entre cidadãos-leitores e as
pessoas que detêm o poder de influenciar e até mudar o dia-a-dia
deles.
Sempre com um estilo de texto leve, mesclando humor, ironia, polêmica
e, sobretudo, responsabilidade, procuramos, e entendemos ter conseguido
na medida do possível, pautar a Coluna em duas frases: a primeira
do jornalista Mino Carta, que diz que no entendimento dele “...
jornalismo baseia-se no cumprimento de três princípios. Primeiro,
fidelidade canina à verdade factual, diferente dos milhões
de verdades que cada um carrega. (...) Segundo, exercício desabrido
do espírito crítico. Terceiro, fiscalização
diuturna do poder, onde quer que se manifeste”. A segunda, reforçando
a primeira, do dramaturgo Dias Gomes, “Quem não veio ao mundo
para incomodar não deveria ter vindo ao mundo”. Nossos agradecimentos,
portanto, aos nossos leitores e leitoras.
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