Cristian Menezes/editores

Ji-Paraná

Conta baixa
Muitas pessoas têm reclamado da conta de energia. O que chama a atenção é que a reclamação é porque a conta referente ao mês de maio veio menor que a do mês e abril. É sabido que a energia elétrica teve aumento e todos esperavam o acréscimo na conta no final do mês. Veio menor, mesmo com a média de consumo sendo mantida. O que se teme é que talvez a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) tenha aumentado demais a conta de abril e agora, na conta referente ao mês de maio, tenha dado um desconto.

Teatro
Demorou, mas veio. De tanto reclamarmos que Ji-Paraná, apesar de ter um teatro no centro da cidade com praça e tudo, perdia de longe em termo de espetáculos de boa qualidade para a vizinha Cacoal. As reclamações foram tantas que o grupo de teatro Risoteria traz os espetáculos Homens por Um Fio, no dia 15, e O Escritor, no dia 16. A trupe, composta por Edimar, Alex, Edinilza, Edmilson, Júlio e Maria Grabriel vem para apresentação única, mas se as peças forem pelo menos metade do que o Zé Maria (correspondente da Folha em Cacoal) diz, a temporada deve ser prolongada. As peças recebem patrocínio da Fundação Cultural e da Gráfica 2 Irmãos. Maiores informações pelos telefones 3421-2263, 3422-8696 e pelo celular 9285-9997.

Justiça Rápida
Terminou ontem a triagem dos casos a serem resolvidos pela Operação justiça Rápida Itinerante. Pelo menos 200 pessoas com pendengas judiciais devem ser beneficiadas com a operação, que se tornou uma mão na roda para quem tem rolo com a Justiça, mas a grana é curta para pagar advogado. A operação acontece no dia 16, na Escola Carmem Rocha, no bairro Casa Preta.

furada
Por falar em advogados, há alguns anos, com a instalação de institutos de ensino superior oferecendo o curso de Direito à torta e à direita, esperava-se uma superpopulação de advogados no Estado. Com o inchaço da oferta, esperava-se que a tabela de preço para a contratação de um advogado caísse, coisa que não aconteceu. Tudo porque, segundo alguns advogados, o número de advogados formados e o número de advogados atuando na profissão não são sequer próximos. O motivo: a prova da OAB, que mata o “porta-de-cadeia” no ninho. Outra possibilidade é que mesmo conseguindo tirar a carteirinha da OAB, seja viajando ao Acre ou não, nem todos advogados se dispõem a enfrentar a labuta, uma vez que, quem tem para pagar um curso particular, obviamente, não faz parte das classes menos favorecidas que precisam trabalhar para viver. De positivo, o fato de que, a maioria dos que concluíram o curso e conseguiram tirar a OAB na raça ,é bom e vale cada centavo que cobra.

Vôos a rodo
Há males que vem para o bem. Nunca se encaixou tão perfeitamente o dito popular. Não se sabe porque cargas d’água, mas foi só falar em interditar a pista do Aeroporto José Coleto, que a cidade vai passar de dois vôo diário para cinco, com a vinda da empresa OceanAir. De Ji-Paraná saírão vôos para várias partes do país e a concorrência pode acabar barateando a passagem aérea. Que tal lançarmos um chiste de que vão interditar a BR-364 por um ano para ver se não “brota” um monte de empresas de ônibus com bom serviço e preços mais acessíveis?

Pânico nos asilos
Tem sido pouco as duas poltronas gratuitas para idosos garantidas por lei em cada ônibus com destino a outros estados. Uma debandada de velhinhos está sendo registrada em todas as cidades de Rondônia desde que começou a circular a notícia de que abrirão as portas alguns frigoríficos para a abate de cavalos velhos. Por que será? De qualquer forma, as cidades que servirem de sede para os frigoríficos de cavalos vão, automaticamente, receber a alcunha de Bragança Paulista e se tornar o inferno astral de qualquer rondoniense com mais de 60 anos.

Servem para quê?
E ainda tem quem defenda a manutenção das unidades avançadas no interior dos estados de certos órgãos federais. Ontem surgiu a notícia de que uma área indígena próximo ao município de Seringueiras havia sido invadida. Nossos repórteres entraram em contato com o escritório da Funai em Ji-Paraná e a única informação que passaram foi a de que não passariam informação nenhuma, sabe-se lá o motivo. Entramos em contato com a Funai em Brasília e o tratamento foi totalmente diferente. Não só nossa reportagem foi prontamente atendida como a Funai em Brasília pediu um tempinho para se informar melhor sobre o assunto para que, em menos de 15 minutos, retornasse a ligação e passasse toda informação necessária.

Aos nossos leitores
A partir do próximo sábado, a Folha de Rondônia terá formatação totalmente nova. A Coluna Ji-Paraná, assim como as outras colunas deste Carderno, se despede hoje, depois de aproximadamente três anos de uma parceria direta entre comunidade e editores da Folha de Rondônia. Durante todo esse tempo, sob o comando do jornalista Roberto Gutierrez, e depois sob o meu, Cristian Menezes, a Coluna Ji-Paraná buscou levar informação, cultura e serviço à comunidade, servindo como uma ponte entre cidadãos-leitores e as pessoas que detêm o poder de influenciar e até mudar o dia-a-dia deles.
Sempre com um estilo de texto leve, mesclando humor, ironia, polêmica e, sobretudo, responsabilidade, procuramos, e entendemos ter conseguido na medida do possível, pautar a Coluna em duas frases: a primeira do jornalista Mino Carta, que diz que no entendimento dele “... jornalismo baseia-se no cumprimento de três princípios. Primeiro, fidelidade canina à verdade factual, diferente dos milhões de verdades que cada um carrega. (...) Segundo, exercício desabrido do espírito crítico. Terceiro, fiscalização diuturna do poder, onde quer que se manifeste”. A segunda, reforçando a primeira, do dramaturgo Dias Gomes, “Quem não veio ao mundo para incomodar não deveria ter vindo ao mundo”. Nossos agradecimentos, portanto, aos nossos leitores e leitoras.


VOLTAR
IMPRIMIR PÁGINA IMPRIMIR PÁGINA
COMENTAR  MATÉRIA COMENTAR MATÉRIA